

Transmissão de Malária Hospitalar na União Europeia
Entre janeiro de 2016 e abril de 2018, foram identificados seis casos de transmissão hospitalar esporádica de malária na União Europeia [UE], em quatro Estados-Membros: Itália (dois casos), Espanha (dois casos), Grécia (um caso) e Alemanha (um caso).
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Para efeito do documento lançado hoje [30/Abr/18] pela European Centre for Disease Prevention and Control [ECDC], defini-se como:
Infecção de Malária Hospitalar Não Transmitida por Vetor aquela adquirida por um paciente durante sua internação ou após a alta, porém que não estava incubada ou presente no ato da admissão
O risco de propagação da malária na UE associada a eventos hospitalares é considerado insignificante, afirma a equipe de Avaliação Rápida de Risco. A transmissão hospitalar da malária é incomum e casos esporádicos ocorreram na UE nas últimas décadas. Eventos recentes não correspondem a um aumento no número de casos por país.
No entanto, os eventos são um lembrete de que PRECAUÇÕES PADRÃO (ou seja, medidas básicas) para prevenção e controle de infecção, devem ser rigorosamente seguidas pelos profissionais de saúde em hospitais, para evitar a transmissão rara, mas possível, da malária em ambientes de saúde.
De acordo com a literatura científica, os seguintes modos de transmissão devem ser levados em conta na investigação de malária hospitalar:
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Introdução parentérica de sangue que contém eritrócitos infectados por parasitas de um indivíduo infectado para outro paciente durante os procedimentos de cuidados de saúde;
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Transfusão de sangue ou transplante de medula óssea ou de órgão de um paciente infectado por malária;
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Contato acidental de sangue contendo eritrócitos infectados por parasitas com uma ferida aberta.

Plasmodium falciparum
A transmissão da malária em um hospital também pode ser transmitida por vetores, quando um mosquito infectado por malária pica um paciente hospitalizado.
Mesmo que a malária adquirida no hospital seja incomum, médicos e profissionais de saúde devem considerá-la em pacientes com febre inexplicável ou síndrome clínica semelhante à malária, especialmente se sua permanência hospitalar coincidir com a de outro paciente infectado por malária.
Os hospitais devem garantir as PRECAUÇÕES PADRÃO como medidas de prevenção e controle de infecção e que sejam estritamente implementadas, por exemplo:
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Práticas seguras de injeção, que impeçam o compartilhamento de dispositivos de cuidados ao paciente contaminados pelo sangue do paciente. A transmissão de patógenos sanguíneos está ligada ao compartilhamento de aparelho de monitorização de glicose, coleta de amostras de sangue capilar e outros exames ou dispositivos de administração de insulina;
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Incapacidade de troca de luvas após manuseio seguro de cateteres intravasculares e outros procedimentos de risco de exposição ao sangue;
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Os equipamentos reutilizáveis devem ser limpos e desinfetados entre pacientes de acordo com as instruções do fabricante;
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O compartilhamento de frascos de múltiplas doses entre pacientes deve ser evitado. Se for necessário compartilhar, uma seringa estéril e uma agulha estéril devem ser usadas cada vez que a dose do frasco de múltiplas doses for aspirada.
Abaixo a Tabela 1 com o resumo dos seis casos identificados pela União Europeia no período de Janeiro de 2016 a Abril de 2018. Importante destacar que nenhum caso tinha história prévia de viagem recente à países endêmicos de Malária. Um caso veio a óbito [Itália].

Vale a pena ler o documento na íntegra para conhecer a investigação epidemiológica e a investigação entomológica de cada caso citado acima!!

Fique por dentro!!
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